sexta-feira, 11 de maio de 2012



Aluna: Mona Barreto

Os enfermeiros constantemente invadem a intimidade e a privacidade do doente ao realizar os cuidados de enfermagem. Em algumas situações essa invasão é inevitável, como no banho no leito, na passagem de sonda vesical, entre outros. Entretanto, o doente, sujeito do processo de trabalho da enfermagem, é um ser humano e, como tal, tem personalidade, dignidade, honra, pudor e preconceito. Para que haja interação entre enfermeiro e paciente, é importante conhecer a sua natureza física, cultural, espiritual, social e psicológica. Esses aspectos são significativos ao se tentar estabelecer uma relação de confiança junto ao doente, no sentido de transmitir segurança e apoio. O enfermeiro é o profissional de saúde q tem mais autorização social para tocar o corpo do outro, por isso exige uma sensibilidade ainda maior dos profissionais no cuidado com a preservação do outro.
A condição de enfermidade gera sentimentos como incapacidade, dependência,
insegurança e sensação de perda do controle sobre si mesmo. Os doentes encaram a
hospitalização como fator de despersonalização por reconhecerem a dificuldade para
manter sua identidade, intimidade e privacidade. O ambiente hospitalar é estressante por
diversos fatores, essencialmente ao doente, por perder o controle sobre os que o afetam, e
dos quais depende para a sua sobrevivência. Além disso, a internação é angustiante por
evidenciar a fragilidade a que estão sujeitos, devido à exposição emocional e física
(PUPULIM, SAWADA; 2002).

Na vida para a gente entender uma pessoa, temos q nos colocar no lugar dela, e na enfermagem não é diferente, temos que imaginar sempre  que poderíamos ser a gente ou mesmo um ente querido no lugar do paciente e assim pensar como gostaríamos de sermos tratados e respeitados naquela situação. Nos estágios que tive até agora, é visível a tensão dos pacientes quando vamos realizar um procedimento mais intimo, mesmo tendo o cuidado de usar biombos, retirar os visitante do local, ainda assim se deixar tocar por outras pessoas é sempre muito constrangedor.
Considerando que a nudez, parcial ou total, é indispensável em diversas atividades
referente ao ato de cuidar, julga-se imprescindível respeitar e manter a dignidade humana. Assim, objetiva-se abordar o cuidado realizado pelos profissionais de enfermagem perante a exposição corporal do paciente hospitalizado, apontando suas responsabilidades, conduta e postura no processo de cuidar.

Fonte:
http://florenceemrevista.florence.edu.br/images/stories/artigos/edicao3/des.pdf.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692002000300018 
 Beijos a todos.

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